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terça-feira, 3 de março de 2015

Corredores exclusivos de ônibus da Avenida dos Alpes , ou corredores que escoam dinheiro público?





Sob o pretexto de uma cidade sustentável , proposta essa que foi o “carro chefe” da campanha de Paulo Garcia em 2011, à prefeitura de Goiânia, dois anos e meio após ter sido eleito por expressiva votação, mais uma vez,  estamos às voltas de um dos maiores, senão o maior estelionato político da história de Goiânia, e por que não de Goiás. Na realidade, por sinal, extremamente triste, a gestão municipal, nada mais é, que uma cidade insustentável, cujo carro chefe, o 171(estelionato), transforma a esperança de cada um de nós,  cidadão contribuintes, no cruel desespero em assistir a destruição e o estabelecimento do caos urbano , tudo isso, em nome de alianças notavelmente expúrias.

O corredor exclusivo  proposto para a  Avenida dos Alpes, que está sendo implantado de forma arbitrária, sem consulta popular , ou mesmo, sem obedecer parâmetros urbanísticos, é uma desculpa dos que hoje representam os interesses econômicos. Na realidade, a prefeitura de Goiânia,tornou-se um departamento do rico setor imobiliário que fez vultosas doações em dinheiro para as campanhas de muitos políticos que estão aí, perpetuando a prática do toma lá da cá.
Os corredores são muito mais cruéis que possamos imaginar, afinal, o que está por detrás das cortinas, ou do cenário de “conforto e desenvolvimento” proposto por um projeto ardiloso  , cujas intenções são promover o enfraquecimento econômico da região e, consequentemente , uma desvalorização dos imóveis da citada avenida e imediações para que as grandes incorporadoras possam, numa só “tacada”, comprar grandes áreas, afim de verticaliza-las, retirando moradores que ali residem a mais de 40 anos, alterando características urbanísticas, arquitetônicas e sociais da região.
Primeiro , a prefeitura de Goiânia, escritório de representação de milionários, cria artifícios,como por exemplo, os corredores exclusivos; em seguida, enfraquece o comércio proibindo estacionar e,consequentemente, muitos comerciantes entrarão em crise em decorrência da queda de suas vendas e entregarão o ponto aos proprietários dos imóveis que ficarão sem o aluguel, sendo este , uma forma em pagar os tributos municipais IPTU; na sequência, muitos colocaram suas áreas à venda, ou não resistirão a sedução do mercado imobiliário que é voraz e com certeza comprará quarteirões fechados, celebrando em júbilo , o sucesso de mais um plano que fere a identidade urbanística de uma região marcada por famílias que preservam a paz e a honra em terem criado várias gerações, e muitos, ali ainda vivem, pois a Vila União e Vila Alpes , para essas famílias sempre foi lugar de paz e prosperidade.         
Portanto, conclamo a todos moradores da Vila União, Vila Alpes, Vila Alvorada a  reagir não aceitando a imposição de uma prefeitura que apodrece nas entranhas da corrupção , da mentira e das alianças contras as famílias e a sociedade.

                           Psicólogo Marcus Fleury

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

No Brasil ser bandido é só um detalhe.



                          








Torna-se simples no Brasil, nesses últimos tempos, criminalizar quem quer que seja, afinal, a verdade quando construída pelos que tem a falsa impressão de estar controlando as relações de poder, nada mais é senão uma forma em justificar questões relativas ao um passado comprovadamente criminoso. Se qualquer um de nós faz uso de armas de fogo ou artefato de explosivos  contra quem alguém ou algo não está incorrendo em um grave crime? E se assaltarmos bancos e ideologicamente transformarmos o roubo numa ação justificada denominada de expropriação, o que é isso em relação ao código penal , que por sinal é o mesmo desde 1940 ? E se seqüestrarmos pessoas, independente de seus status, o que é isso? E se jogamos carros bombas e detonamos artefatos em aeroportos? E se criamos grupos armados para efetuar todas essas ações , o que somos? A resposta pode parecer simples, no entanto, para os que cometeram todos estes atos, parece-nos ser muito mais, afinal, não há em nenhum destes canalhas o sentimento de culpa, muito menos, a capacidade em mediar as  instâncias pulsionais através da critica construída pelo ego.

Bandido , por mais que seja um pé-de-chinelo, sabe que se adentrar o mundo do crime estará exposto as mais severas punições , e se trocar tiros com policiais, estará pronto para matar e morrer.  Não há segredo algum  nesta conta, porém, se houver um sentido ideológico estarão acima do bem e do mal podendo fazer como bem querem e precisam? Se assim for, que os crimes cometidos pelas maiores facções criminosas no Brasil, não são crimes, mas ações em prol dos “mano e das mana”, pois , a raiz do CV tem sua fundação na prisão de ilha Grande , inspiradas justamente nos presos políticos que ocupavam uma das alas do presídio . Há um fundo ideológico em questão ? Pode até haver sim, mas, no entanto, por isso deixam de ser criminosos?   

No Brasil, esta questão torna-se um detalhe a quem seqüestrou, matou, roubou, promoveu atentados a bombas e outras coisitas mais, afinal, o ato dito político exime a responsabilidade de seus crimes, pois acreditam serem semi-deuses que manipulam as circunstâncias das leis nomeando os ministros do Supremo e de todas as instâncias altas dos tribunais e assim tornam-se inimputáveis. No entanto, não ofenda essa horda de bandidos, pois, se eles quiserem o expulsão do Brasil e escrevem seu nome como a banda podre de um país que geme por não conseguir parir as verdades, mas que dissimula através de histórias mais sombrias uma justificativa para possam se esconder.

Esta tal Comissão Nacional da Verdade, nada mais é, senão , um tribunal de meias verdades. Se desejassem construir e reconstruir qualquer coisa adotariam da imparcialidade, mas o legado que desejam deixar para nós é de uma nação onde pode-se tudo , desde que tenha um bom motivo , uma boa mentira e uma boa desculpa.

Esperaram a maior parte dos que eles denunciam como “criminosos” morrerem para que não pudesse haver outras versões, mas se esqueceram que há muito mais a ser contado, e no devido tempo será levado ao conhecimento público fatos nunca antes imaginados que desnudaram esses podres heróis da vez. A quem tem a tranqüilidade em conhecer as informações , resta a paz de espírito, a consciência do dever cumprido e da honra não maculada, agora , quanto aos criminosos citados desde o início, nada mais resta senão de crime em crime, de roubo em roubo, de morte em morte.   

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

As cortinas da vergonha


                           
     


                                

A obra de Michel Foucault deixou bem claro que “o poder só é poder porque é frágil”. Assim , diante da cortina de blindex levantada na câmara municipal de Goiânia, torna-se evidente a fragilidade da relação dos que não conseguem lidar com a proximidade do descontentamento existente entre um povo que está exposto ao descompromisso dos que deveriam gerar garantias que promovessem não apenas qualidade de vida, mas, acima de tudo, dignidade. No entanto, o conceito dignidade , aos olhos  míopes, revelam-se na verborragia narcisista dos que consideram algumas dezenas de votos a condição que lhes garante o direito em separar a fantasia eufórica da realidade, que de tão real gera a milhares de vidas a exclusão quanto a participação efetiva na construção de um estado democrático de direito.

Os muros da vergonha não são apenas uma triste realidade em países distantes, mas , aí estão, invadindo o parlamento goianiense, onde a legitimidade deveria pautar-se que “todo poder emana do povo e por ele deve ser exercido”.No entanto , a cortina da vergonha levantada a toque de caixa, num espasmo dos piores sentimentos, evidencia um traço de fobia social entre os que desejam se esconder por detrás dos escudos de vidros , como se os mesmos os defendessem da vergonha que nem mesmo o mais puro cristal consegue ofuscar. A “Cortina da vergonha”, essa que torna os senhores parlamentares  goianienses partícipes de um reality Show, faz o povo assistir , diante das manipulações perpetradas por sombrios interesses, a farsa, onde a democracia e o voto são usados para conduzir a dignidade à mais intensa indiferença, afinal, num parlamento onde as professores são “chamados de vagabundos e marginais” por quem deveria ser o primeiro a acolhe-los, fica bem evidente que o poder está a serviço de pequenos grupos que fazem da verdade a construção semântica que encobre verdade e sufoca a realidade de uma cidade que geme em meio ao lixo e a extorsão de impostos.

Há aqueles que se esforçam como se contorcessem suas vísceras ao verbalizar diarreicamente suas convicções, mas, nada mais evidente que as mesmas nada convencem , ao contrário, apenas evidenciam o tolo, o arrogante, o pretenso prepotente que se esconde por detrás da pele de um ser humano que talvez se considere humano, demasiadamente humano , mas que contorce-se em mecanismos de defesa para tentar justificar as péssimas condutas e suas infelizes decisões.

Seria uma coincidência que a cortina de vidro fosse levantada dias antes da votação do IPTU e ITU? Seria uma coincidência que fosse levantada num momento onde a administração goianiense esteja em meio ao caos e precise ser blindada pela bancada que defende os interesses do prefeito de Goiânia? Em meio às coincidências evidenciam-se as realidades incautas na fragilidade das estruturas do poder.



Marcus Fleury é psicólogo

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Frente de Ressocialização e Erradicação das Drogas (F.R.E.D)





Diante da pandemia que tornou-se um grave problema biopsicossocial, todos nos tornamos responsáveis pela questão relacionada ao consumo de substâncias psicoativas (drogas). Então, restam-nos a tentativa, num esforço conjunto, em buscarmos formas em ressocializarmos os dependentes químicos oferecendo aos mesmos, propostas que venham promover a aplicação de técnicas e métodos buscando erradicar a dependência química valorizando os usuários, ao invés de execra-los e condena-los à invisibilidade social

A dependência química tem se tornado um fenômeno cada vez mais precoce , sendo as idades relacionadas ao consumo cada dia mais recentes. Na década de 1950 e 1960 ,  os primeiros contatos ocorriam aos 18 anos, sendo que hoje, em 2014, temos relatos de usuários de crianças de 06 anos já usuárias de Crack.

É imprescindível salientar que conforme pesquisas desenvolvidas no Brasil entre estudantes do ensino fundamental II, 65,2 %  disseram terem feito consumo de álcool em algum  momento de suas vidas, sendo que 44,3% fazem uso mensal, 11,7% uso frequente ( uso de seis ou mais vezes no último mês) e 6,7% fazem uso “pesado” (acima de 20 vezes no último mês) . Não resta dúvida, o álcool ainda aponta uma prevalência como porta de entrada para o consumo de outras substâncias.

Fica então bem evidente a necessidade dos governos promoverem um contínuo e atualizado programa que vise monitorar tal questão, bem como, criar estratégias de prevenção avaliando a propensão de cada adolescente quanto ao uso de tal droga. O álcool, em termos de prevalência, ainda é a porta de entrada para o consumo de tantas outras substâncias.

O abuso de álcool e outras drogas é o responsável por 50% dos suicídios , e em relação aos acidentes automobilísticos  80 a 90 % envolvem adolescentes e jovens na faixa dos 16 a 20 anos.

Há ainda grande prevalência entre populações de baixa renda do uso de solventes em virtude dos baixos preços e da facilidade de acesso a tais substâncias, sendo as mesmas, facilmente encontradas até nas próprias residências.

A escala em termos de prevalência entre estudantes no Brasil que tiveram qualquer contato com substâncias psicoativas ainda é a seguinte: Álcool, 65,2%; Tabaco 24,9%; Solventes, 15,5%; Maconha. 5,9% ;  Ansiolíticos , 4,1%; Anfetamínicos , 3,7% ; Cocaína,  2%; Alucinógenos, 0,6% ; outras drogas ilícitas 19,4% .

Tais dados fazem referências a adolescentes jovens estudantes, no entanto, quantos de nossos jovens abandonam as escolas em decorrência de diversos fatores, entre eles, o contato com a mais devastadora de todas as drogas em evidencia nos dias atuais?

O crack surgiu entre 1984 e 1985, nos bairros pobres de Los Angeles, Nova York e Miami, habitados por populações de baixa renda e elevados níveis de desemprego. Sua obtenção de modo simples e passível de fabricação caseira e utilizado em grupo, dentro de espaços urbanos e locais com variados graus de abandono (crack houses). O nome advém dos estalos que emitem quando expostos às chamas nos cachimbos .

No Brasil, sua primeira apreensão se deu em 1990, na zona leste de, SP, pelo DISE (Divisão de Investigação Sobre Entorpecentes. A partir daí tomou o centro de São Paulo, espalhando-se por vários pontos, as formando cracolândias. Espaços públicos aos quais reúnem grupos de usuários que buscam agregarem-se em comunidades com diversas finalidades entre elas, duas são as mais importantes: Segurança e acesso fácil e rápido à substância.    

O crack estabeleceu uma nova dinâmica econômica em relação ao tráfico, estando a maior parte dos consumidores responsáveis pela própria distribuição da substância, quebrando assim o paradigma entre vendedores e consumidores. Surgem grupos de consumo hierarquizados que fazem o crack chegar facilmente ao destino final.

Os resultados dessa forma de distribuição elevaram assustadoramente os índices de violência em decorrência da elevada competitividade entre grupos, promovendo o controle dos bairros a quem possui maior capacidade em disponibilizar cada vez mais um maior número de quantidade relacionada ao Crack, abastecendo a intrínseca rede de distribuição, onde usuários são não apenas a ponta na escala de consumo, mas, os próprios fornecedores ao grupo desencadeando disputas cada vez mais intensas e, lamentavelmente, cada dia mais violentas.  

Em Goiânia, nota-se que os índices de homicídios elevam-se cada dia mais, e a cada esforço das estruturas de repressão do Estado, há cada vez um maior número de usuários de crack, apontando o fracasso das “políticas de enfrentamento”, e a necessidade emergencial de um novo programa que consiga lidar com tal questão dentro de uma estrutura que busque ressocializar o dependente , e consequentemente, erradicar a dependência química.

Os novos esforços devem estar centrados no resgate dos dependentes químicos, não priorizando o caráter repressivo, mas sim, que gere relações de confiança entre profissionais envolvidos e o grupo de usuários, através de uma ampla rede de apoio que possibilite reinseri-los socialmente, e para tal, diversos aspectos devem ser trabalhados:




A elaboração do FRED requer diversas ações, mas que todas vislumbrem reinserir, e não afugentar dentro do viés higienista, espalhando os dependentes químicos, principalmente, os usuários de Crack para lugares mais ermos e desprovidos de higiene , cuidados essenciais e segurança.

É necessário ter veículos com a devida estrutura para percorrer os mais diversos pontos de consumo de crack espalhados nas mais diversas regiões em Goiânia, estabelecendo um monitoramento , ações dinâmicas e multidisciplinares  levando os atendimentos às ruas e aos milhares de jovens que hoje estão espalhados, relegados a mais profunda miséria psicossocial decorrente da inoperância dos programas que se encontram em prática.

Torna-se imprescindível criar albergues onde os usuários possam dormir, tomar banho e ter acesso a cuidados básicos em higiene e saúde.

Programas relacionados a artes e esporte são componentes ressocializadores imprescindíveis ao programa.
Núcleo de desintoxicação 24 horas por dia, com devidas estruturas em emergências clínicas, para posterior encaminhamento aos CAPS.

Projetos de reinserção ao trabalho através de promoção de cursos técnicos.

Criar residências terapêuticas visando o apoio aos que são destituídos de família , ou mesmo , que estejam afastados a anos do núcleo familiar. 


Por que o nome Frente de Ressocialização e Erradicação à dependência (FRED)?  

É necessária uma ação conjunta formando assim uma Frente que busque agregar usuários e ressocializa-los, inserindo-os não apenas em programas de trabalho e geração de renda, mas, fornecendo aos mesmos toda estrutura necessária para que possam reconquistar a visibilidade social, resgatando a alto- estima e abandonando a dependência química, mas, jamais o dependente químico que deve ser continuamente acompanhado através de  técnicas de prevenção a recaídas.

É necessário ressaltar que dependência química é uma “doença” com severas alterações psicossociais. Então, mesmo que haja a remissão dos sintomas, um deles sempre estará presente, que é a probabilidade a recaídas.

As iniciais do Programa formam a palavra FRED, jovem dependente químico assassinado pelo tráfico em agosto de 2013, nos arredores de Goiânia. 

Frederico, era um jovem empresário de classe média alta, desde a adolescência envolveu-se com o consumo de diversas substâncias, entretanto, o crack o levou a diversas internações, diversas tentativas em livrar-se da dependência , porém , sempre acompanhadas de recaídas em relação a droga acima citada.

Frederico (FRED) , quebra o paradigma relacionado ao consumo de crack, expondo que a droga em questãoatinge não apenas grupos economicamente favorecidos, mas , está em toda estrutura social impondo os mesmos riscos , desafios  e um conjunto de prioridades advindos do poder público em conjunto com toda sociedade.

A finalidade jamais será recolher, mas sim agregar, afinal, vidas não são mercadorias para serem recolhidas e colocadas sob a égide da exclusão, mas , ao contrário, devem ser sempre agregadas ao convívio social , desfrutado dos mesmos benefícios e condições para que alcancem objetivos humanizados e resultados dignos.


Marcus Fleury Junior é psicólogo CRP-09/ 4575   

sábado, 4 de outubro de 2014

Não sou louco senhor Paulo Rassi, sou loucaço.



                                                                             




Quando fui convidado a participar do grupo que elaboraria o programa de governo de Iris Rezende, me senti muito honrado, no entanto, decidido a não retroceder um milímetro quanto à construção de uma proposta avançada de políticas de saúde mental e dependência química. Os que me acompanham há anos, sabem muito bem que defendo um programa de redução de danos e de maior controle quanto a prática de internações, por considerá-las um sistema de encarceramento e não tratamento.

Tivemos duas reuniões, sendo as mesmas, elevadamente improdutivas, pois, como sempre, a questão dependência química, ficou relegada a último plano. Insisti, pedi, sugeri mais reuniões e nada. Porém, ontem, dia 03/10/2014,  questionei os coordenadores do grupo,com a seguinte argumentação : 

Parabéns, senhores coordenadores... As eleições estão ai e nada avançou em relação a discussões relacionadas à dependência química. Vale internar na OS, né mesmo, Paulo Rassi?

Bastou isso, para que o senhor Paulo Rassi, transformasse meus questionamentos numa questão pessoal dele com meu saudoso pai, tentando constranger-me, claro , sem sucesso, afinal, sei muito bem minhas origens, e jamais tive motivos para me envergonhar de quem sempre cumpriu suas missões com a cabeça erguida, sem dinheiro público no bolso ou uma lista de amantes empregadas no serviço público , como muitos o fazem.

Após suas sucessivas tentativas mal sucedidas em ofender-me, ao observar que não retrocedo quanto ao que defendo, e que em questão, não debatíamos nada no contexto familiar, porém, um assunto técnico-científico, o Sr Paulo Rassi, disse que várias pessoas encaminharam whatsapp, chamando-me de" louco e  descompensado" .

Bom, se diante do contraditório somos considerados loucos ou descompensados, na tentativa em fazer-nos calar, imaginem o que esses elementos são capazes em fazer com quem sequer tem condições em responder quando estão contidos quimicamente em manicômios ou em comunidades terapêuticas.

Cabe ressaltar, Sr Paulo Rassi, que se ser louco ou descompensado é lutar por um sistema de saúde humanizado que trate com respeito e dignidade os que são excluídos por desenvolverem transtornos mentais , ou mesmo, níveis de dependência química comprometedores, sou mais que louco sim!

Na minha trajetória, Sr.Paulo Rassi, já orientei pais e mães a retirarem das masmorras das unidades manicomiais e dos infernos das comunidades terapêuticas em torno de 300 pessoas , e isso, claro, para quem defende interesses de empresários da industria da loucura, dissimulando com o termo "tratamento", e assentado no conforto de seus gabinetes, rodeado com o alento das bajulações e inebriado em  parafilias, afinal , o poder é orgasmo dos fracassados , sem dúvida, incomodo hoje e incomodarei sempre, pois , construí um campo de luta onde, muitas vezes, nos parecemos ser frágeis, no entanto, a fragilidade está nos que nos vêem, sendo desmascarados pelas próprias  práticas e pelos péssimos resultados.   

Sua conduta, Sr Paulo Rassi, não me surpreende em nada. Recordo-me , em um dos aniversários de Campinas, nossa Campininha das Flores, bairro secular, anexado a Goiânia, o vi gritar e ser ríspido com uma senhora de quase 90 anos, que buscava informar-se sobre os serviços oferecidos naquela data, no colégio Santa Clara. Então , daí , podemos imaginar o que pode sair de uma personalidade como a de vossa senhoria.

Quanto a sua postura arbitrária direcionando a mim, seus complexos e conflitos mal resignificados ao senhor ser questionado no grupo de trabalhos relativos à saúde do programa de Governo de Iris Rezende, posso garantir, com todas as letras, que não passará de mais um fracasso, mais um ajuntamento de letrinhas de academicistas viciados nas entranhas do poder , afinal , o construíram com discussões restritas a interesses de uma meia-duzia, e não abrangendo as realidades biopsicosociais que revelam o fracasso dos programas que aí estão , ou que foram elaborados por mentes conservadoras e confusas.

Diante de tais fatos, saio do grupo de trabalho, afastando-me, definitivamente, de uma coligação composta por alguns elementos que são a grande razão do insucesso da empreitada de Iris Rezende, a quem nutro profundo respeito, porém, não me sujeito , nem mesmo , me permito conviver com determinadas pessoas que tornam as diferenças a razão para suas arbitrariedades.

Há coisas que ouvimos desde a mais tenra infância, e sou muito dado a cultura e sabedoria popular , então , fico com essa que descreve muito bem todo o enredo:

" Quem com porcos se mistura farelo come”...  assim, que cada um fique em seus espaços, claro, alguns deveriam ocupar pocilgas.   
                     


                              Marcus Fleury é psicólogo e coordenador do Ateliê de Inteligência 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014











A Prefeitura e o maquiavélico aumento de até 600% no IPTU


Segundo o Jornal O Popular, a Prefeitura de Goiânia , encaminhará para a Câmara Municipal, as modificações na planta de valores , sendo que o IPTU , será majorado em até 600%.  No entanto, mesmo que apresente as justificativas do que chama de estudo técnico, nada nos convencerá , afinal, isso a meu ver, tem outro nome: ROUBO.

Antes de encaminhar para a Câmara Municipal , o senhor Prefeito de Goiânia, deveria ir a público explicar quais os motivos os levaram a tais decisões, no entanto, Paulo Garcia, mais uma vez, trai a sociedade goianiense, aplicando sobre a mesma, um duro golpe que poderá desestabilizar muitas famílias, sufocando-as economicamente. Há muitas que tem imóveis , no entanto, não dispõem de liquidez, e assim, diante de essa proposta abusiva de aumento do IPTU, qual será o recurso? Ou vendem o imóvel , ou então , logo terão seus bens confiscados pela casa do tesouro do maquiavélico gestor municipal  e sua famigerada organização, instalada no Paço Municipal.

Bom, tal golpe contra a sociedade a quem interessa? Pensemos juntos: Quem comprará imóveis cujo IPTU pode ser majorado em 600%? Claro que é a especulação imobiliária. Então, o que podemos considerar uma prefeitura que age dessa maneira com o contribuinte?


Quando falo organização, muitos podem associar o termo ao crime, mas é justamente a isso que me refiro, pois, quem tem em sua estrutura secretária ligada ao grupo encarcerado na Papuda, condenada e declaradamente reconhecida por ser FICHA SUJA, além, claro , de um secretário Municipal de Governo que  organiza e distribui contratações de acordo com os interesses que visem assegurar a esse grupo a manutenção no poder, só consigo vê-los como criminosos sim!

Me compadeço de Iris Rezende, afinal, Paulo Garcia em nada é companheiro e os que por ele foram ludibriados, sabem muito bem do que estamos falando. Perguntem a Cairo de Freitas, ao Dr. Wagner Guimarães, ao Vereador Djalma Araújo e alguns outros que não negociaram suas dignidades, nem mesmos suas histórias. Esse prefeito e seu mentor agem de forma sórdida afim de sempre prejudicar quem possa obliterar o projeto político de seu grupo, e o verdadeiro intuito é destruir lideranças, desestruturando-as e levando-as pleno fracasso e ostracismos.   

Recentemente, vimos um Sarney e toda sua família combalida, declarando o fim de suas carreiras políticas, depois de todos esses anos de encantamento com a esquerda Lulo-Petista. “Nunca antes da história desse país”, nem mesmo na “ditadura”, presenciamos um projeto tão sórdido e maquiavélico. A população precisa compreender que o PT não é essa Branca de Neve , mas , sim, a verdadeira bruxa que, com suas caixas de maçãs envenenadas, primeiro oferece o banquete, para depois, num rito sádico, assistir lentamente a morte dos que consideram necessários anular e fazer desaparecer  para que possam ascender ao controle do Estado e de toda sociedade. Está nem curso o projeto de um Brasil socialista, cuja democracia , nada mais é que a estrada que conduzirá a nação a uma DITADURA cínica  quando se trata dos interesses nacionais , e tola quando se refere aos interesses contrariados dos “companheiros”.
Não há como dissociar a estrutura do Paço Municipal de Goiânia, do projeto bolivariano que está em pleno vapor, afinal , são peças articuladas que movem uma engrenagem  que visa perpetuar no comando um só partido e muitos coligados , todos numa mesma direção, cuja a única finalidade é o poder .

Voltando ao assalto que todos nós poderemos ser vítimas, é hora da sociedade se levantar e agir, em fiscalizar, em cobrar dos vereadores que tal majoração do IPTU seja rejeitada veementemente, afinal, não mais suportamos sermos sujeitos as determinações do Executivo, nem mesmo, a subserviência do Legislativo.

Marcus Fleury é Psicólogo e coordenador do Ateliê de Inteligência.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dê o título que desejar ?

O título? dê o que desejar !






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É necessário pensar, rever posturas e mudá-las quando for necessário. As redes sociais são a grande sacada desse confuso e infeliz mundo pós-contemporâneo. Nelas, as alegrias se refazem à velocidade que atordoam nossas sinapses, e as fantasias são representadas na jogada semântica confundido a razão  ou as razões tão torpes quanto nossa capacidade em sermos tudo aquilo que é expresso, mas , será que é vivido?

Buscamos o alívio rápido para um tempo onde presencialmente dissimulamos, mas, sentados em nossos “Bunkers” cibernéticos tornamos-nos tão nós mesmos que em certo momento, depois de termos sido os Don Quixotes nessa farsa possivelmente tão necessária nos deparamos com o que está aí fora nas ruas, nesse inferno real repleto de incertezas , onde, nem o vil metal, em toda sue tempo de gloria e poder, resistiu ao que é plástico e deforma  a felicidade  e corrompe o prazer.

Se queremos , com uns toques, nessa sopa de letrinhas, alcançamos, porém, com a mesma velocidade perdemos, e lá vem, mais uma vez, em inúmeras tentativas a busca por aquilo que desejamos ser numa superficialidade tão atroz que nos confundimos entre o real e o virtual.

Todos numa só direção, em diversas frequências, mas numa mesma finalidade, mas qual mesmo? Será que sabemos ao certo, ou quando nosso cetro de arrogância poética se desfaz, nos sentimos tão impotentes que sobre a desgraça social nos sentimos ávidos ao linchamento do outro apenas para apresentar nossa mais completa degradação quanto ao que é muito mais forte dentro de cada um. Esse ódio encoberto pelas adocicadas guloseimas compulsivas, num “candy crush” de amor pós-contemporâneo, que nos remete ao que somos como seres primitivos, porém, hoje, domesticados pelas elegantes e confortáveis tecnologias embrutecedoras e alienantes.

Tornamo-nos revolucionários em nossas mentiras mal contadas, nas armadilhas que criamos para que sejamos pegos, mais cedo ou mais tarde,  num grande rito de auto-sabotagem , e assim, sem nada do que havíamos pensado conquistar , estamos todos nós de mãos vazias, de pés atados e de mentes aprisionadas favorecendo ao pior dos opressores que existem, nós mesmos, afinal, os outros, nem mais precisam se dar ao trabalho em grandes esforços, pois, estamos rendidos e nos esquecemos que a transformação que requer mais que 140 caracteres; requer, textos, mais textos, mais textos e muito mais ação.  
Tornamo-nos maridos perfeitos, esposas dóceis, filhos resignados, amigos leais e quando acordamos será o que somos realmente? Será que tudo o que apresentamos, ou ainda somos muito mais aquilo que não sabemos o que há em nós? Assusta-nos muito saber que iremos mais cedo ou mais tarde descobrir? Então, mecanismos de defesa, defesas que se desfazem diante dos primeiros trovões, das primeiras tempestades, das primeiras “bombas de efeito moral” nos colocando tão mais nus que quando nascemos.

Tornamos-nos “politicamente corretos, mas , o outro que se “fôda”, afinal, são as bandeiras que são seguidas, e não a esse tão defasado bicho acuado, o Ser Humano, que ao se posicionar é levado às lapides e abandonado aos abutres devoradores de “coxinhas”.

Tornamos-nos religiosos, mas , num primeiro espasmo de semi-deuses, consumimos a fé do outro para que possamos sustentar as nossas incertezas.

E assim, vamos de mega-bits em mega-bits, nos escondendo quanto ao que mais necessitamos, fortalecendo nosso adoecimento psíquico e nosso caos emocional.


                                                      Marcus Fleury