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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Os Espinhos São Apenas Sinalizadores das Marcas que Necessitamos Ter.

Parem de vomitar suas desgraças,
Elas tem o gosto dos derrotados nas suas
tramas arquitetadas nas infelicidades sem fim...
Elas não têm fim.

...São as trapaças disfarçadas travestidas de sonhos que
sobrepostos aos que trazem as cicatrizes das lutas infinitas,
buscam impor pela inveja o assassínio das rosas sobre aqueles que não desistiram de seus sonhos ou ideais, e que, mesmo às duras batalhas ainda conseguem sobreviver nos outonos da existência.
Os perversos buscam as primaveras, para que, na beleza das flores que não puderam regar possam sentir os prazeres rápidos e transitórios das emoções de cada estação. Escondem-se também nos invernos, sublimando o frio que lhes é tão peculiar.

Mas saibam, colhemos, colhemos e colhemos depois que semeamos e regamos
com nossas lágrimas durante as caminhadas das nossas histórias que muitos não suportam ver.
Nosso gozo põe nos rostos os medos e as duras penas daqueles que desistiram de si mesmos. Por isso, o encantamento é o prenúncio da formação homicida.
Encantam-se com a beleza do outro, como as estrelas que os outros puderam ver em dias nublados, afinal, o ideal de amor consegue transpor as nuvens cinzas e caminha além da limitação de sorrisos mortos, de máscaras em forma de bondade, onde as palavras do discurso sereno apresentam o “aterrorizante” animal terreno em forma de gente.
Gente que mata, que mata para depois poder morrer nas suas acusações e revolver-se na auto-comiseração da própria perversidade sem comiseração.

Parem de vomitar suas desgraças,
Elas tem o gosto dos derrotados nas suas
tramas arquitetadas nas infelicidades sem fim.

...São as trapaças disfarçadas, travestidas de sonhos
que, sobrepostos aos que trazem as cicatrizes das lutas infinitas,
buscam, impor pela inveja o assassínio das rosas que não conseguiram colher.

O fim é o nada, pois apenas resta aos perversos o vazio do nada que empreendem, mas se esquecem que nos jardins dos que tem a existência por ideal, os espinhos são apenas sinalizadores das marcas que necessitamos ter; os outonos são o tempo que nos recolhemos à recomposição, e as primaveras, a contemplação das vitórias das lutas que nunca abandonamos.



Marcus Antonio Brito de Fleury Junior.

3 Comentários:

  • Este comentário foi removido pelo autor.

    Por Blogger Renata, às 25 de outubro de 2007 07:02  

  • Artigo excepcional!

    Por Blogger Renata, às 25 de outubro de 2007 07:06  

  • O texto do professor e psicólogo Marcus Fleury aborda de forma metafórica e convicente as infindas justificativas que as pessoas invejosas e fracassadas impõem sobre àquelas que ainda acreditam na vida, mesmo se valendo dos sonhos primaveris.

    "Parem de vomitar suas desgraças", diz o escritor. Aprendam a assumir responsabilidade pessoal. É menos doloroso assassinar as "rosas" dos outros, mas o problema continua espetando o juízo de quem assim age.

    É muito melhor, aliás, é necessário, sermos revoltados do que ressentidos.

    Ressentir-se é lamuriar-se, não leva a lugar nenhum, enquanto que revolta-se, no sentido etimológico é dar nova volta (re+volta) para compreender e interpretar o problema de outro ângulo, pois tudo na vida é questão de ponto de vista e circusntância.

    "Parem de vomitar suas desgraças", mas se tiverem que vomitar, é preferível vomitar o tédio do sucesso. Assumam! Tomem para si suas atitudes e comportamentos e plenifiquem seus egos de identidade.

    Parem de vomitar pretexos,justificativas.

    E, já concluindo, cabe aqui citar Drummond. "Dor, todos nós temos, mas o sofrimento é opcional.

    Por fim, lendo os "Os Espinhos...", do professor Marcus, é impossível não sermos espetados e fustigados a pensar numa saudável independência psíquica e,também, incorrer no risco de escrever um jornal, ao invés de escrever um comentário.

    Artigo muito bom, Pra lá de bom!

    Por Blogger Airton Soares, às 3 de novembro de 2007 17:48  

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